Oie! Me chamo Aline, tenho 44 anos e não tenho casos na família de câncer de mama. No autocuidado senti o nódulo próximo de um outro que já tinha. Fui acompanhando até o mês do meu check-up anual. Os meses passaram, ele cresceu, doeu e mudou de cor, diferente do outro que eu tinha, que estava lá quietinho!
Vou saber nos meus exames de rotina e assim foi. Na ultrassom a médica começou a fazer perguntas e me encaminhou para o mastologista que pediu uma biópsia. Estava tranquila, não pensei que era um câncer. O resultado deu inconclusivo da biópsia mas como queria tirar, independente do que fosse, o mastologista encaminhou para o cirurgião que pediu outro exame e foi nesse resultado que eu li "carcinoma". Senti minha carne tremer e disse "É comigo" Respirei fundo, olhei para o céu e falei: "Me ajudem daí!"
Deus, Jesus e Nossa Senhora Aparecida comigo sempre!
20 dias depois estava fazendo a cirurgia. Era um carcinoma infiltrante ductal, grau I, de 10mm, 95% receptor hormonal (estrogênio e progesterona) mas que ainda assim deu uma micrometástase nos linfonodos. A cirugia foi o quadrante da mama esquerda e a retirada de 3 linfonodos. Depois foram 19 sessões de radioterapia, que hoje, dia 16, faz dois meses que finalizei e há 3 meses tomo o bloqueador hormonal. Não fiz quimioterapia. Mas a radioterapia até hoje eu sinto o encômodo. A sensibilidade da pela da cirurgia está voltando então estou sentindo a ardência da radio. A mobilidade do braço está voltando também aos poucos. Agora em setembro faz 6 meses que fiz a cirurgia mas ainda sinto dores, o cordão na axila, repuxo e a ardência que eu falei acima.
Me pego pensando: "Eu tive um câncer de mama Meu Deus obrigada por estar comigo!"
Não é fácil, a maioria das vezes estou bem desanimada, sinto muito sono, um cansaço. Acho que são os efeitos do bloqueador hormonal começando também.
No início de tudo tive muito carinho, apoio, orações. Hoje continuo tendo mas diminuiu bem, as pessoas não querem saber. Querem que você esteja bem, afinal: "Você está ótima!" "Não fez a químio. Então está ótimo."
Sim, sou grata! Minha fé é grandiosa!! Isso não é a questão.
A questão é o medo dos resultados dos exames de novo, a recidiva.
Só a gente que sabe!
Graças a Deus temos pessoas como a Mari que com carinho juntou todas nós para não sentirmos tão sozinhas!
Nunca percam a Fé!
Estamos juntas, cada uma com seu diagnóstico e seu tratamento mas unidas nos sentimentos e na Fé!
🎗️💝 🙏✨




